O TST – Tribunal Superior do Trabalho, em Brasília, decidiu que uma transportadora não precisa pagar ao seu motorista horas extras decorrentes da espera para descarga de mercadorias do caminhão. De acordo com a CLT, o tempo de espera em determinadas situações, como a de carga e descarga, não é computado na jornada de trabalho para a apuração de serviço extraordinário. O motorista alegou em sua ação que trafegava até 8 horas por dia, mas que aguardava cerca de 12 horas pela descarga dos produtos. Para o Tribunal, é considerado como tempo de trabalho efetivo o período em que o motorista está à disposição do empregador, excluídos os intervalos para refeição, repouso, espera e descanso (artigo 235-C, parágrafo 2º, da CLT). O tempo de espera compreende as horas em que o motorista aguarda carga ou descarga do veículo nas dependências do embarcador ou do destinatário e o período gasto com a fiscalização em barreiras fiscais ou alfandegárias.